Paulo Maluf - a ganância que se torna corrupção, ou vice versa?

No Brasil não é raro estar presente em qualquer lugar, em um ônibus coletivo, um trem ou metrô e ouvir a frase "se fosse eu também roubaria", isto é um sintoma nacional de que a corrupção e o roubo se tornou cultura, a riqueza levada às últimas consequências, com na frase de Karl Marx "tudo que é sólido se desmancha no ar", ou seja, tudo se transforma em dinheiro, tudo que tem valor é ter cada vez mais, não importa de que maneira, sendo assim, o homem em si não possui mais valor algum.
Mas esse exagero pelo material torna-se meio sem nexo, pois chegou ao acúmulo apenas pelo acúmulo e não se sabe bem porque, isto é, os motivos não se explicam por si só. O acúmulo de propriedades e dinheiro é o mais importante, não interessando se vai se aproveitar isso tudo em vida ou não. O caso de Paulo Salim Maluf, ex-governador do estado de São Paulo, ex- prefeito da capital paulista e atual deputado federal passou a maior parte da vida dedicando-se à vida pública e a corrupção e negociatas, de família rica, Maluf acumulou milhões durante suas gestões públicas, tendo dinheiro espalhado praticamente pelo mundo inteiro, aos 86 anos de idade, não possui mais muito tempo de vida para aproveitar tudo o que pilhou dos cofres públicos, parte desses recursos provavelmente ficará com governos estrangeiros onde está depositado, outra parte será aproveitado por quem o deputado pode nunca ter conhecido ou nunca visto. A pergunta que fica aos corruptos é a seguinte: terá valido a pena roubar tanto? O porque acumular tanto? Eis a questão....
A busca da felicidade está em apenas ter tantos bens?


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