Para seu ídolo Geisel, Bolsonaro era “fora do normal” e um “mau militar”. Por Kiko Nogueira
Roberto
Simon, diretor para a América Latina da FTI Consulting, em Nova York,
empresa de consultoria empresarial global, postou em suas redes sociais trechos
de um depoimento de Ernesto Geisel, o quarto general da ditadura.
As
conversas com Geisel foram compiladas pela Fundação Getúlio Vargas e viraram um
livro fundamental para entender aquele período.
As
entrevistas foram concedidas à cientista política Maria Celina d’Araújo e ao
antropólogo Celso Castro entre julho de 1993 e abril de 1994. A obra foi
lançada em 1997, um ano depois da morte de Geisel.
Ele
governou o Brasil de 1974 a 1979. Às páginas 112 e 113 (o catatau tem 494 no
total), Geisel fala de Jair Bolsonaro, à época um deputado que já chamava a
atenção pela indigência mental.
O
contexto são as “vivandeiras” do regime militar. Geisel se queixava de que
“há muitos dizendo: ‘Temos que dar um golpe!” E emenda: “Não é só o Bolsonaro,
não!”.
Em
seguida: “Presentemente, o que há de militares no Congresso? Não contemos o Bolsonaro,
porque o
Bolsonaro é completamente fora do normal, inclusive um mau militar“.
Eduardo
Reina escreveu no DCM sobre
a expulsão de Bolsonaro da Escola de Oficiais após um plano terrorista.
Jair
vive de uma mistificação de uma época brutal sob qualquer aspecto e de uma
posição auto outorgada de herdeiro daqueles déspotas.
Jair
vive de uma mistificação de uma época brutal sob qualquer aspecto e de uma
posição auto outorgada de herdeiro daqueles déspotas.
Na
verdade, o “capitão” era considerado um “bunda suja”, o termo empregado
pelos militares de alta patente — como Geisel — para designar aqueles que não
galgaram posições na carreira. A história se repete como farsa.
Fonte: DCM
FM
2018


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